segunda-feira, 19 de novembro de 2007

GRADE DE ATIVIDADES - 1/3

UnB – Faculdade de Comunicação – Oficina de Texto I – Prof. Luiz Martins da Silva – Grade de Atividades


Atividades
Objetivos / Conteúdos programáticos
Dinâmicas e produtos
1
Abertura de trabalhos
Explanação: programa, metodologia e avaliação.
Apresentação do professor e de cada aluno.
2
Organização de um “caos” primordial.
Explanação sobre como funcionam os pólos metafórico e metonímico: eixos paradigmático (associativo) e sintag-mático (combinatório).
Texto a partir de um Caos primordial e, por analogia, das imagens ‘genéticas’ (gerativas) de cada um pelo método caótico.
3
Identificação com um dos quatro elementos: fogo, ar, terra e água e sua caracterização.
Trabalhe a auto-representação e o auto-reconhecimento pela auto-identificação simbólico-totêmica com um dos elementos. Explore os seus movimentos e ciclos.
Elaboração de um texto com a persona do elemento escolhido, sem, necessariamente, explicitá-la, deixando que o leitor ‘mate a charada’.
4
Faça uma caminhada, ache uma semente e, a partir dela, medite sobre o ‘eterno retorno’,
A relação Ser-Natureza-Cosmos, numa interação dramático-simbólica. O dia e a noite, as estações, os ciclos, as fases da vida. Os limites entre a vida e a morte.
Cada um traz para a sala a semente-fonte de inspiração escolhida e o texto gerado. Se for algo interessante, traga um exemplar para cada pessoa da turma.
5
Inspire-se no animal com o qual você mais se identifica e que tem um significado na cultura.
Projeção de um alter-ego zoomórfico-totêmico-arquetípico, que se expressa pelos atributos que podem ser encontrados num animal: força, beleza, astúcia etc.
Produza um texto (verso ou prosa) sobre o animal escolhido e caracterize-o, humana e socialmente. Veja se consegue um texto-referência ou uma letra de música ou mesmo uma piada coerente.
6
A sua fábula predileta: Esopo, Fedro, La Fontaine, Monteiro Lobato
A fábula é uma âncora retórico-simbólica e a sua moral tem uma função de parábola (teleológico-educativa).
Tente reelaborar a fábula escolhida e, se possível, a moral que ela propõe. De preferência, invente uma nova trama, subvertendo o estabelecido.
7
Um apólogo: coisas personificadas travam um duelo retórico e emitem julgamentos.
Trata-se de animar (dar anima) a entes inanimados, numa situação dialógica e/ou conflituosa. Exemplos: A agulha e a linha (Machado de Assis); a lâmpada e as mariposas (Adoniran Barbosa).
O imaginário popular (e mesmo os filmes publicitários) está cheio de coisas ‘falantes’. Faça um texto em que elas, como se fossem pessoas, travem embates, criem problemas, impasses e soluções.
8
Um perfil subjetivo. Escolha, em sigilo, uma pessoa a ser retratada.
A narrativa do ponto de vista de quem observa um caráter, a personalidade, virtudes, defeitos, manias e excentricidades.
Fotografe, textualmente, alguém. Reúna impressões caracterizadoras. Ilustre comportamentos e situações.
9
Um perfil objetivo. Dirija-se a uma pessoa e entreviste-a, com o objetivo de retrata-la.
A narrativa do porta-voz, que resgata e revela uma personalidade-paradigma. O pintor virtual; o fotógrafo do caráter. Vale tomar informações com terceiros.
Fazer um texto composto de uma apresentação da pessoa escolhida (um pequeno perfil), seguida de uma entrevista ping-pong com ela. Verifique modelos de formatação desse gênero.
10
Uma história, uma lenda, uma saga, uma fanfarronice, um cordel.
Caracterização do bom, do belo e do justo; do BEM, contra o MAL, em duelo, peleja. A premiação do bem e a punição do mal.
Exercite a sua capacidade de narrar, por meio de versos rimados e metrificados, uma história de ação, valores, destino e recompensa.
11
Monólogo, reflexão: alguma coisa está errada no mundo.
A narrativa do ponto de vista absolutamente subjetivo. Uma visita interior, a sua visão de mundo.
Produzir uma reflexão existencial, de inconformismo. Paradigma: a historinha do reformador do mundo.
12
Um conto de fadas (a literatura dos poderes mágicos)
A narrativa fantástica como estrutura modelar de transformação do destino: superação e desrecalcamento.
Crie o seu próprio conto de fadas. Fantasie e idealize saídas para os obstáculos, azares e determinismos.
13
Verdade ou mentira?
Casos absurdos, mas verossímeis.
A lógica do faits-divers, do sensacionalismo, do insólito. Histórias do tipo ‘acredite se quiser’, ou, parece mentira, mas aconteceu.
Recupere um acontecimento verdadeiro, mas tão improvável, que pareça mentira ou o contrário. Faça dele um conto.
14
Linha do tempo 1: em algum lugar do passado (histórico).
A reelaboração de fatos históricos com estilização de época, personagens, ações e emoções.
Acione a máquina do tempo. Vá a milhares de anos atrás e narre o que você vê com o seu “olho interior”.
15
Linha tempo 2: uma regressão, uma viagem às primeiras imagens de si.
A reelaboração psicodramática do self como forma de narrativa-catarse. Não se preocupe se algo lembrado parece não ter lógica, ou não ter acontecido.
Vá ao fundo de si e resgate as lembranças mais antigas de você. Faça um texto calcado nas emoções de se ver, tão longe e tão próximo.
16
Linha do tempo 3: os antepassados, a sua árvore genealógica, o seu clã.
A família como núcleo existencial e social, mas também como fonte de emoções que ligam passado, presente e futuro. A sua história a ser compartida.
Histórias de vidas, migrações e travessias. A Terra Prometida, O Eldorado, os sonhos e realizações dos quais você é parte do enredo.
17
Linha do tempo 4:
Os avós e suas estórias: heranças imaginárias.
A transmissão de valores entre gerações por meio do imaginário e do lúdico. Causos pedagógicos. Cantigas, parlendas, provérbios
Recupere uma história ou uma brincadeira que você herdou de seus avós. Faça dela um texto que possa ser transmitido aos seus netos.
18
Linha do tempo 5: Heróis anônimos.
Grandes realizações, mas que permanecem sem reconhecimento.
Entreviste uma pessoa do povo, mas com um testemunho valioso.
19
Linha do tempo 6:
Crônica: a poética do cotidiano.
A cidade e o dia-a-dia, com os seus tipos humanos e os seus aspectos banais, irônicos, prosaicos e surpreendentes.
Resgate o lirismo das rotinas, dos afazeres, das coisas despretensiosas, mas que um dia vão virar saudade.
20
Linha do tempo 7: A utopia do futuro – ficção científica.
A projeção de nossas fantasias arquetípicas, mas, para o futuro muito longínquo de uma outra Humanidade.
Envie uma mensagem pela cápsula a ser lançada em 2008 e que voltará à Terra 50 mil anos depois (www.keo.org).
21
Epígrafe: o texto que você salvaria para sempre.
Verso e prosa. O seu texto-paradigma. A sua preferência literária emblemática.
Escreva as razões pelas quais você adora um poema, admira tal texto, guarda aquele provérbio.
22
Auto-retrato para a capa do portfólio.
Pode ser feito com várias técnicas, mas, uma, obrigatória: à mão livre.
A princípio, não assine. Faremos um ‘roda’ de identificação dos retratados.
23
Epílogo: o melhor final para uma história.
Memória musical. A música que você gostaria de ter composto, texto e melodia.
Sarau musical. Letra e música para curtirmos juntos. Vale trazer violão, violino, harmônica, acordeom etc.
24
Entrega do portfólio
Produção, organizada e revisada numa pasta que dará origem ao seu portfólio.
A sua antologia de trabalhos, com capa, índice, apresentação e produção visual.
25
Trabalho final: entrega e confraternização. Fotos.
O produto final da disciplina, equivalente a uma prova: o poema-objeto (artesanal).
Último dia .Brindes e premiações. Aceitam-se prendas. Faremos ‘amigo secreto’?
ATENÇÃO: Não falte, mas, caso isso ocorra, procure saber da atividade seguinte para não perder o andamento do curso.

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